sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

CONCURSO SEARH - SEEC RN




LEMBRE

  1. Um texto, ao ser produzido pode ter a intenção de reafirmar ou de negar a ideia de outro texto já produzido
  2. Há sempre uma relação de intertextualidade entre os textos produzidos, ou seja, sempre haverá sempre uma referência explícita ou implícita a outro texto.
  3. Ocorre paráfrase quando um texto, embora modificando as palavras, mantém o sentido ou as ideias de outro texto.
  4. Ocorre paródia, quando um texto, embora apresentando forma pareceida à de outro texto, subverte-lhe o sentido com o intuido de critcar ou de ridicularizar a ideia nele contida.
  5. Nos textos jornalísticos, a ideia central ou intenção comunicativa geralmente aparece no primeiro e / ou no último parágrafo, e dentro do parágrafo, no primeiro ou no último período
  6. Nos sonetos, a ideia central é resumida no último terceto.
  7. Ao fazer a análise de um texto, é importante abrir mão do ponto de vista a respeito do assunto e prestar atenção na “composição do texto e nos efeitos de sentidq que daí decorrem”.
  8. É essencial perceber a a visão apresentada pelo autor em relação ao assunto abordado, a posição que ele pretende enunciar.
  9. Para uma eficiente interpretação de um texto, é essencial identificar os pressupostos nele presentes , pois seu uso é um dos recursos argumentativos utilizados com o intuito fazer o leitor concordar co a ideia que está sendo enunciada.
  10. É essencial perceber a a visão apresentada pelo autor em relação ao assunto abordado, a posição que ele pretende enunciar.
  11. Para uma eficiente interpretação de um texto, é essencial identificar os pressupostos nele presentes , pois seu uso é um dos recursos argumentativos utilizados com o intuito fazer o leitor concordar co a ideia que está sendo enunciada.

COESÃO E COERÊNCIA

A coesão de um texto é estabelecida essencialmente por:


a) retomada de uma palavra ou expressão

b) encadeamento de segmentos textuais

c) justaposição

d) substituição de pronomes


A coerência está ligada à compreensão, do que foi escrito

A
Alguns dos elementos essenciais para o estabelecimento da coerência:

  1. competência linguística do leitor para entender o texto;
  2. conhecimento de mundo suficiente para entender o assunto tratado.
  3. capacidade do leitor em fazer inferências.
  4. capacidade de o leitor perceber a relações de intertextualidade existentes no texto
  5. capacidade do leitor em perceber a intenção do autor ao perceber o texto
  6. identificar e decodificar, quando presente, no texto, a linguagem figurada .


Prova de referência para estudo – 01
CONCURSO PÚBLICO – DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DE RONDÔNIA – DETRAN/RO
Cargo: Analista em Trânsito – Pedagogo (10-M)
Prova aplicada em 08/06/2014 – Disponível no endereço eletrônico www.idecan.org a partir do dia 09/06/2014.


*O texto a seguir foi publicado na revista Veja, em 1999, mas o tema discutido continua sendo bastante atual.


Viva a dona Maria


Pesquisas confirmam que a mulher é melhor ao volante que o homem.


Na próxima vez que você, leitor do sexo masculino, disputar espaço com uma mulher no trânsito, pense duas vezes antes de soltar aquela frase machista: “Vai pra casa, dona Maria!”. A quantidade de pesquisas que atestam a superioridade feminina ao volante é impressionante. Pelo menos no que diz respeito à capacidade de evitar acidentes. O mais recente desses levantamentos, feito por uma firma paulista especializada em vistoria de automóveis acidentados, mostra que as mulheres causam apenas 25% das ocorrências. E, em geral, as batidas são pequenas. Essas duas razões estão fazendo com que elas sejam contempladas com descontos maiores na hora de fazer o seguro do carro. A mesma pesquisa traça um perfil do motorista ideal: mulher, com mais de 35 anos, casada e mãe de filhos pequenos.
De acordo com um estudo feito pelo professor de estatística David Duarte Lima, da Universidade de Brasília, a proporção de mortes em decorrência de acidentes de trânsito é de quatro homens para uma mulher. Cerca de 80% das ocorrências graves são causadas por imprudência. Incluem-se aqui aquelas práticas execráveis como dirigir embriagado, abusar da velocidade e andar colado ao veículo da frente. “Esse é o comportamento típico de homens que começam a dirigir”, afirma o psicólogo Salomão Rabinovich, diretor do Centro de Psicologia Aplicada ao Trânsito, Cepat, de SãoPaulo. Para a maioria dos marmanjos, o carro é uma continuidade de seu próprio ser, uma forma de afirmar a virilidade. Por isso mesmo, as campanhas publicitárias enfatizam tanto o papel do automóvel como um instrumento de sedução. Ao pisar fundo, eles se sentem mais potentes, mais desejáveis. As mulheres, por seu turno, costumam ter apenas uma visão utilitária do automóvel. Isso não impede, no entanto, que elas também extravasem suas neuroses ao volante. “Em geral, as mulheres são muito fominhas quando estão na direção”, admite a piloto de corridas Valéria Zoppello.
Os especialistas são unânimes em afirmar que elas poderiam evitar os pequenos acidentes se treinassem um aspecto no qual apresentam grande deficiência – o reflexo. E se prestassem mais atenção aos trajetos. Muitos dos acidentes envolvendo mulheres acontecem porque as motoristas tentam virar à direita ou à esquerda repentinamente, sem dar chance ao carro de trás de frear a tempo. Além disso, elas estão abusando do telefone celular enquanto dirigem – o que é uma infração prevista no Código Nacional de Trânsito. Conhecer as características gerais de homens e mulheres ao volante só tem sentido se um estiver disposto a copiar o que o outro tem de melhor. Do contrário, a discussão cairá no vazio sexista. O piloto Luiz Carreira Junior, colega de competições de Valéria Zoppello, é quem dá a receita. “Os homens teriam a ganhar se fossem tão prudentes quanto as mulheres. E elas seriam melhores motoristas se fossem mais atentas ao que acontece à sua volta”, diz ele.
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/101199/p_210.html. Acesso em: 20/04/2014.)


01 - Analise as afirmativas, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Com relação à tipologia textual, esse texto pode ser classificado como narrativo-argumentativo.
( ) O título da reportagem não se refere a uma mulher em especial, mas a todas aquelas que dirigem.
( ) O texto mostra que os homens não demonstram um comportamento machista em relação às mulheres.
( ) Os homens dirigem embriagados, abusam da velocidade e andam colados ao veículo da frente.


A sequência está correta em
A) V, V, F, V.
B) V, V, F, F.
C) F, V, F, V.
D) F, V, V, F.
E) F, F, V, F.


02 Relacione adequadamente as classes gramaticais às respectivas classificações das palavras destacadas.
1. Vocativo.
2. Aposto.
3. Adjetivo.
4. Adjunto adverbial.


( ) “Na próxima vez que você, leitor do sexo masculino, disputar espaço com uma mulher no
trânsito, pense duas vezes antes de soltar aquela frase machista:...” (1º§)
( ) “Incluem-se aqui aquelas práticas execráveis como dirigir embriagado, abusar da velocidade e andar colado ao veículo da frente.” (2º§)
( ) “Vai pra casa, dona Maria!” (1º§)
( ) “Muitos dos acidentes envolvendo mulheres acontecem porque as motoristas tentam virar
à direita ou à esquerda repentinamente,...” (3º§)


A sequência está correta em
A) 1, 2, 3, 4.
B) 2, 1, 4, 3.
C) 2, 3, 1, 4.
D) 3, 2, 1, 4.
E) 3, 4, 1, 2.


03
“Os especialistas são unânimes em afirmar que elas poderiam evitar os pequenos acidentes se treinassem um aspecto no qual apresentam grande deficiência – o reflexo. E se prestassem mais atenção aos trajetos. Muitos dos acidentes envolvendo mulheres acontecem porque as motoristas tentam virar à direita ou à esquerda repentinamente, sem dar chance ao carro de trás de frear a tempo. Além disso, elas estão abusando do telefone celular enquanto dirigem – o que é uma infração prevista no Código Nacional de Trânsito. Conhecer as características gerais de homens e mulheres ao volante só tem sentido se um estiver disposto a copiar o que o outro tem de melhor. Do contrário, a discussão cairá no vazio sexista. O piloto Luiz Carreira Junior, colega de competições de Valéria Zoppello, é quem dá a receita. ‘Os homens teriam a ganhar se fossem tão prudentes quanto as mulheres. E elas seriam melhores motoristas se fossem mais atentas ao que acontece à sua volta’, diz ele.”


No último parágrafo do texto, os conectores destacados representam, respectivamente,
A) adição, explicação, adição e tempo.             D) adição, explicação, tempo e concessão.
B) tempo, explicação, adição e tempo.              E) tempo, explicação, adição e concessão.
C) adição, explicação, explicação e tempo.


04
Algumas pessoas não atribuem a vírgula à sua devida importância e pensam que empregá-la em um texto é, apenas, um mero detalhe. No entanto, a sua colocação, supressão ou deslocamento pode alterar o sentido daquilo que se deseja comunicar.


Analise as seguintes orações.
I. Os motoristas, que são violentos, partem para a agressão no trânsito e são desrespeitosos.
II. O bom motorista respeita a faixa de segurança, os pedestres, o sinal e as leis de trânsito em geral.
Assinale a alternativa que justifica corretamente o emprego da vírgula em cada uma dessas orações.
A) Assinalar a omissão de termos (elipses) e separar objeto direto pleonástico.
B) Assinalar a omissão de termos (elipses) e separar uma oração adjetiva explicativa.
C) Separar o objeto direto pleonástico e a oração subordinada adverbial intercalada à principal.
D) Separar uma oração adjetiva explicativa e os termos coordenados, ou seja, que exercem a mesma função sintática.
E) Separar a oração subordinada adverbial intercalada à principal e os termos coordenados, ou seja, que exercem a
mesma função sintática.


05 Observe o emprego das palavras destacadas nas frases a seguir.
• Quando elas dirigem, ficam meio nervosas.
• As crianças estavam sós no carro.
• Ela mesma se dirigiu ao DETRAN.
• Os carros custam caro.


Acerca das regras de concordância que justificam o emprego dos termos anteriores, analise.
I. A palavra “meio” é um advérbio, razão pela qual não se flexionou.
II. A palavra “sós” é um adjetivo, por isso concorda com o sujeito.
III. A palavra “mesma” sempre concorda com o substantivo e o pronome a que se refere.
IV.A palavra “caro” é um advérbio, razão pela qual não se flexionou

Estão corretas as afirmativas
A) I, II, III e IV.
B) I, II e IV, apenas. 
C) I, II e III, apenas
D) I, III e IV apenas
E) II,III e IV apenas

06
Geralmente, as pessoas confundem o uso do acento grave, indicativo de crase, com o fenômeno linguístico. Em qual das situações o acento NÃO deveria ter sido utilizado, visto que não ocorre crase?
A) Não gosto de dirigir à noite.                      D) Dedicou-se àquilo que gostava, dirigir.
B) Fugiu daquele trânsito às pressas.              E) O motorista dirigiu-se à criança nervoso.
C) Não responderei à Vossa Excelência.


07 Observe a transitividade dos verbos: “comunicar”, “desejar” e “aspirar”.


Assinale a alternativa em que esses verbos estão de acordo com as normas de regência da língua culta.
A) Comuniquei-o de que não desejava substituí-lo no DETRAN, pois jamais aspirei tal cargo.
B) Comuniquei-lhe de que não desejava substituí-lo no DETRAN, pois jamais aspirei tal cargo.
C) Comuniquei-o de que não desejava substituir-lhe no DETRAN, pois jamais aspirei tal cargo.
D) Comuniquei-lhe de que não desejava substituí-Io no DETRAN, pois jamais aspirei a tal cargo.
E) Comuniquei-o de que não desejava substituir-lhe no DETRAN, pois jamais aspirei a tal cargo.


08 Relacione adequadamente a classificação das orações subordinadas substantivas às respectivas orações.
1. Subjetiva.
2. Objetiva direta.
3. Objetiva indireta.
4. Completiva nominal.
5. Predicativa.
6. Apositiva.
( ) Cada situação permite que se aprenda algo novo.
( ) Só quero uma coisa: que tires a tua carteira.
( ) Tenho esperança de que o trânsito melhore.
( ) É importante que todos colaborem.
( ) Meu desejo é que sejas classificado.
( ) Lembrei-me de que já estava errado.


A sequência está correta em
A) 1, 6, 3, 5, 2, 4.
B) 2, 6, 4, 1, 5, 3.
C) 1, 2, 3, 4, 5, 6.
D) 6, 5, 4, 3, 2, 1.
E) 2, 6, 4, 1, 3, 5.


09 - “Damos o nome de figuras de linguagem às formas linguísticas usadas para exprimir o pensamento de modo original, criativo. As figuras de linguagem exploram o sentido conotativo das palavras ou expressões, realçam a sonoridade de palavras e frases e, até mesmo, organizam a frase, afastando-a, de algum modo da estrutura gramatical padrão, a fim de dar destaque a algum de seus elementos.”
(José de Nicola e Ernani Terra. Gramática de hoje. São Paulo: Scipione, 2008. p. 371).


Diante do exposto, marque a resposta em que a figura de linguagem corresponde à frase apresentada.
A) Pedro é uma tartaruga no trânsito. – metáfora
B) No trânsito, João corre como um doido. – comparação
C) Paulo sofreu um acidente e passou desta para melhor. – hipérbato
D) Enquanto dirigia, Maria comeu uma caixa de chocolate. – catacrese
E) Quando foi ao DETRAN, Maria chorou rios de lágrimas. – eufemismo


10 - Esta semana, uma revista de automóveis trouxe o lançamento de um novo modelo de carro e publicou o seguinte comunicado: “Ele pode ser adquirido na cor verde-clara, já vem com porta-copo e alto-falante de série”. Marque a
alternativa que apresenta corretamente o plural dos substantivos compostos.
A) verde-claras / porta-copos / alto-falantes D) verdes-claras / porta-copos / altos-falantes
B) verde-clara / portas-copos / alto-falantes E) verdes-claras / portas-copos / altos-falantes
C) verde-claras / porta-copos / altos-falante

Prova de referência para estudo – 02
PROCESSO SELETIVO – MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO DO RIO ABAIXO/MG
Cargo: Pedagogo (19‐M)
Prova aplicada em 28/12/2014 – Disponível no endereço eletrônico www.idecan.org.br a partir do dia 29/12/2014.
CARGO: PEDAGOGO


Texto
A minha salamandra


Certa vez, escrevendo uma novela, precisei saber se uma salamandra tinha quatro ou seis pernas. Já não me
lembro em que episódio novelesco pretendia envolver as pernas da minha salamandra, mas a verdade é que precisava saber — e não fiquei sabendo.
Que sei eu a respeito de minhas próprias pernas? Pensava então, deixando que elas me levassem para outros caminhos, fora da ficção.
Um ficcionista às vezes precisa saber coisas muito esquisitas. A experiência própria nem sempre ajuda. Passei, por exemplo, a minha infância nos galhos de uma mangueira, chupando manga o dia todo, e não soube responder a um meu amigo, excelente romancista, quanto tempo levava para germinar um caroço de manga.
Contou‐me ele, na época, que andou precisando saber este pormenor, em razão de uma história que estava escrevendo. Depois de perguntar a um e outro, e não obtendo senão respostas vagas, telefonou para a repartição do Ministério da Agricultura que lhe pareceu mais apta a fornecer‐lhe a informação. O funcionário que o atendeu ficou simplesmente perplexo:
— Caroço de manga? Que brincadeira é essa?
Como insistisse, informaram‐lhe que, realmente, havia quem talvez soubesse — um especialista no assunto, lotado num departamento ao qual estava afeto o setor de fruticultura. Discou para lá — mas só conseguiu colher vagos palpites:
— Um caroço de manga? Bem, deve levar um ou dois meses, o senhor não acha?
— Não acho nada: preciso saber com exatidão.
— Por quê?
— Bem, porque...
Outros telefonemas, que somente despertavam reminiscências infantis:
— Na minha casa tinha uma mangueira. A manga‐espada, por exemplo, se bem me lembro...
— Boa é a manga carlota, aquela pequenina, sem fibra nenhuma... Lá no Norte chamam de itamaracá.
— O caroço? Bem, o caroço, para lhe dizer com franqueza...
Resolveu telefonar para o Gabinete do Ministro:
— Queria uma informaçãozinha de Vossa Excelência.
O ministro não sabia. Que futuro tem um país de economia essencialmente agrícola se ninguém, nem o próprio Ministro da Agricultura, sabe informar quanto tempo leva para germinar um caroço de manga?
Volto à minha salamandra. Vejo‐a esquiva e silenciosa a deslizar por entre as pedras, quantas pernas? Que futuro tenho eu como escritor, se não sei dizer com quantas pernas se faz uma salamandra? O mundo anda cheio de pernas, e o coração do poeta já perguntou para que tanta perna, meu Deus. As da salamandra — quatro, ou seis — nada acrescentam ao meu mundo interior, senão a ligeira desconfiança de que acabo tendo quatro. No entanto, as de uma jovem galgando comigo as pedras do Arpoador, por exemplo, apenas duas, podem sustentar o universo — vertiginoso universo onde as sensações germinam bem mais depressa que um caroço de manga. Onde se acendem estrelas inexistentes e os astros desandam nas suas órbitas. Onde se abrem abismos de uma profundeza que nem a imaginação do romancista ousa devassar. Onde vicejam plantas bem mais exóticas que uma mangueira de quintal, em cujas sombras se arrastam seres vorazes e bem mais misteriosos que a salamandra, salamandras...
(SABINO, Fernando – As melhores crônicas – 14ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.)

01 - Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada tem seu significado corretamente indicado.
A) “Vejo‐a esquiva e silenciosa...” (18º§) – triste
B) “Onde vicejam plantas...” (18º§) – manifestam
C) “… em que episódio novelesco…” (1º§) – obstáculo
D) “... despertavam reminiscências infantis:” (11º§) – lembranças


02 - “... que lhe pareceu mais apta a fornecer‐lhe a informação.” (4º§) Nessa frase, há um adjetivo no grau
A) comparativo de igualdade.                C) comparativo de superioridade.
B) superlativo absoluto sintético.           D) superlativo relativo de superioridade.


03 - Segundo o texto, a ficção
A) constitui‐se de um enredo sempre ilógico e inusitado.
B) permite uma releitura do mundo sempre com um requinte de humor.
C) é uma invenção constituída efetivamente de dados concretos do mundo real.
D) permite ao escritor divagar sobre qualquer assunto de acordo com sua imaginação.


04 - “Um ficcionista às vezes precisa saber coisas muito esquisitas.” (3º§) A alternativa em que a forma de se reescrever a frase anterior modifica o seu sentido original é
A) Um ficcionista precisa saber, às vezes, coisas muito esquisitas.
B) Um ficcionista, precisa saber muitas coisas esquisitas às vezes.
C) Coisas muito esquisitas, às vezes, um ficcionista precisa saber.
D) Às vezes, um ficcionista, precisa saber coisas muito esquisitas.


05 - “Metonímia é uma figura de linguagem que consiste na substituição de um nome por outro em virtude de haver entre eles algum relacionamento.” Assinale a alternativa que contém um exemplo de metonímia.
A) “Que futuro tenho eu como escritor...?” (18º§)
B) “– Caroço de manga? Que brincadeira é essa?” (5º§)
C) “Que sei eu a respeito de minhas próprias pernas?” (2º§)
D) “O mundo anda cheio de pernas, e o coração do poeta...” (18º§)


06 - Nas alternativas a seguir o acento da crase é facultativo em:
A) “Volto à minha salamandra.” (18º§)
B) Refiro‐me àquela qualidade de manga.
C) Dirigi‐me à repartição onde trabalha meu amigo.
D) “Um ficcionista às vezes precisa saber coisas muito esquisitas.” (3º§)


07 - Nas seguintes afirmativas, as palavras sublinhadas possuem o mesmo valor semântico, EXCETO em:
A) “Onde se acendem estrelas inexistentes...” (18º§)
B) “... cujas sombras se arrastam seres vorazes...” (18º§)
C) “Onde se abrem abismos de uma profundeza...” (18º§)
D) “Que futuro tem um país (…) se ninguém, nem o próprio Ministro da Agricultura,…” (17º§)


08 Assinale a expressão sublinhada que exerce uma função sintática diferente das demais, por ser considerada um complemento, e não um adjunto.
A) “anda cheio de pernas,...” (18º§)                  C) “… pernas da minha salamandra…” (1º§)
B) “... tem um país de economia...” (17º§)        D) “… germinar um caroço de manga.” (3º§)


09 “Vejo‐a esquiva e silenciosa...” (18º§) A forma verbal, sublinhada nessa frase, está no presente do indicativo. Ao passar essa frase para o pretérito mais que perfeito do indicativo tem‐se a forma verbal


A) vi.
B) vir.
C) via.
D) vira.


10 Em “Como insistisse, informaram‐lhe que,...” (6º§), a palavra sublinhada possui valor semântico de
A) modo. 
 B) causa. 
 C) concessão. 
 D) comparação.


Prova de referência para estudo – 03
CONCURSO PÚBLICO – MUNICÍPIO DE LUISBURGO/MG
Cargo: Pedagogo (23‐M)
Prova aplicada em 19/10/2014 – Disponível no endereço eletrônico www.idecan.org.br a partir do dia 20/10/2014.


Texto para responder às questões de 01 a 05.


Ebola já matou mais de 1.000 na África, diz OMS


Após o aparente sucesso de um tratamento de ebola feito em médicos americanos, a OMS reuniu especialistas em ética nesta segunda, em Genebra, para discutir se é certo usar remédios que nunca foram testados em humanos – e, neste caso, quem deve receber o medicamento, já que a oferta é limitada.
A decisão da OMS é complexa. Se a organização não aprovar o uso do medicamento por ele ainda ser experimental, pode enfrentar acusações de ter restringido o uso de droga com potencial de salvar vidas a trabalhadores de saúde de países ricos.
Por outro lado, liberar o uso da droga pode trazer acusações de que a maior organização de saúde do mundo autorizou experimentos com medicamentos potencialmente prejudiciais em parte da população mais pobre do mundo.
Dois profissionais de saúde americanos infectados pelos vírus aparentemente melhoraram após receber doses deste medicamento. A melhora nos seus quadros, porém, também pode estar ligada às condições de tratamento nos EUA, para onde foram levados.
No domingo (10), autoridades espanholas autorizaram o uso da mesma droga para um sacerdote espanhol infectado pelo vírus na Libéria, que foi levado para Madri.
Cientificamente, não há nenhum tratamento ou vacina conhecidos para o ebola.
(Disponível em: http://g1.globo.com/ciencia‐e‐saude/noticia/2014/08/ebola‐ja‐matou‐mais‐de‐1000‐na‐africa‐diz‐oms.html. Adaptado.)


01 A estrutura textual apresentada tem por principal objetivo apresentar fatos reais e atuais. Contudo, é possível identificar um ponto de vista explícito do enunciador em
A) “[...] já que a oferta é limitada.” (1º§)
B) “[...] que foi levado para Madri.” (4º§)
C) “A decisão da OMS é complexa.” (2º§)
D) “[...] autorizaram o uso da mesma droga [...]” (4º§)
E) “Ebola já matou mais de 1.000 na África, diz OMS” (Título)


02 - Considerando as ideias expressas nos 2º e 3º parágrafos, é correto afirmar que
A) através de situações hipotéticas, é descrita e esclarecida a complexidade da decisão em questão.
B) através de informações claras e objetivas, o uso da droga citada é defendido mesmo diante de certas condições.
C) mesmo com algumas restrições ao uso da droga citada, a OMS já tem sua decisão definida baseada em dados científicos.
D) diante de um fator de condição representado pelo termo “se”, é aberta a discussão acerca do grau de complexidade da decisão da OMS.
E) após o trecho “A decisão da OMS é complexa.” ocorre a explicitação dos efeitos da decisão tomada pela OMS e acatada por alguns países.


03 Em “[...] para discutir se é certo usar remédios que nunca foram testados em humanos – e, neste caso, quem deve receber o medicamento, já que a oferta é limitada.” (1º§), algumas expressões/termos são fundamentais para que a relação estabelecida entre as ideias do período seja devidamente compreendida. Quanto aos elementos em destaque, é correto afirmar que indicam, respectivamente,
A) finalidade e causa.                     D) concessão e comparação.
B) concessão e finalidade.             E) conformidade e condição.
C) consequência e tempo.


04 Considerando que as palavras são polissêmicas e têm o seu valor – sentido – determinado pelo contexto, é correto afirmar que o adjetivo “aparente” em “[...] aparente sucesso de um tratamento de ebola [...]” (1º§) equivale a
A) falso. 
 B) visível. 
 C) suposto. 
 D) evidente. 
 E) apropriado.


05 Por vezes, o enunciador recorre ao emprego de um recurso que demonstra uma relação real de contiguidade considerando o termo utilizado em lugar de outro. Em “[...] a OMS reuniu especialistas em ética nesta segunda, [...]” (1º§) tal pode ser indicado a partir do emprego
A) da sigla “OMS” em lugar de “Organização Mundial da Saúde”.
B) de uma linguagem formal, necessária e adequada ao texto apresentado.
C) da sigla “OMS”, considerando o contexto e as relações de sentido estabelecidas.
D) do artigo feminino “a” diante de “OMS”, especificando o órgão a que é feita a referência.
E) do tempo verbal expresso em “reuniu”, considerando a atualidade do tipo textual apresentado.


Texto para responder às questões de 06 a 10.


O homem não aceita mais ficar triste
Miguel Chalub, uma das maiores autoridades brasileiras em depressão, o médico diz que, hoje, qualquer tristeza é tratada como doença psiquiátrica. E que se prefere recorrer aos remédios a encarar o sofrimento.


ISTOÉ – Por que tantas previsões alarmantes sobre o aumento da depressão no mundo?
MIGUEL CHALUB – Porque estão sendo computadas situações humanas de luto, de tristeza, de aborrecimento, de tédio. Não se pode mais ficar entediado, aborrecido, chateado, porque isso é imediatamente transformado em depressão. É a medicalização de uma condição humana, a tristeza. É transformar um sentimento normal, que todos nós devemos ter, dependendo das situações, numa entidade patológica.
ISTOÉ – Por que isso aconteceu?
MIGUEL CHALUB – A palavra depressão passou a ter dois sentidos. Tradicionalmente, designava um estado mental específico, quando a pessoa estava triste, mas com uma tristeza profunda, vivida no corpo. A própria postura mostrava isso. Ela não ficava ereta, como se tivesse um peso sobre as costas. E havia também os sintomas físicos. O aparelho digestivo não funcionava bem, a pele ficava mais espessa. Mas, nos últimos anos, a palavra depressão começou a ser usada para designar um estado humano normal, o da tristeza. Há situações em que, se não ficarmos tristes, é um problema – como quando se perde um ente querido. Mas o homem não aceita mais sentir coisas que são humanas, como a tristeza.
ISTOÉ – A que se deve essa mudança?
MIGUEL CHALUB – Primeiro, a uma busca pela felicidade. Qualquer coisa que possa atrapalhá‐la tem que ser chamada de doença, porque, aí, justifica: “Eu não sou feliz porque estou doente, não porque fiz opções erradas.” Dou uma desculpa a mim mesmo. Segundo, à tendência de achar que o remédio vai corrigir qualquer distorção humana. É a busca pela pílula da felicidade. Eu não preciso mais ser infeliz.
(Disponível em: http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/74405_O+HOMEM+NAO+ACEITA+MAIS+FICAR+TRISTE+.
Acesso em: Agosto/2014.)


06 É correto afirmar que a ocorrência de crase em “Segundo, à tendência de achar que o remédio vai corrigir qualquer distorção humana.” (6º§) está diretamente relacionada
A) a uma escolha estilística que poderia ser eliminada.
B) ao emprego da forma nominal de dois verbos na oração.
C) ao tempo verbal empregado pelo entrevistado na última pergunta feita.
D) à escolha do verbo empregado na última pergunta feita pelo entrevistador.
E) ao fato de que a oração em destaque é introduzida por um numeral ordinal.


07 “Na primeira pergunta feita pela revista ao entrevistado –
‘Por que tantas previsões alarmantes sobre o aumento da depressão no mundo?’ – , é possível notar, na construção, a omissão do(a) ________________________, contribuindo para a maior _______________ textual.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
A) conjunção final / coerência
B) forma verbal / expressividade
C) pronome “nossa” diante de “depressão” / clareza
D) forma flexionada do artigo definido “as” / objetividade
E) adjetivo “alarmante” imediatamente após “aumento” / dinâmica


08 Para que a adequação da linguagem seja preservada, assinale a alternativa cuja orientação mantém a correção semântica e linguística de: “E que se prefere recorrer aos remédios a encarar o sofrimento”.
A) Substituindo‐se “recorrer aos remédios” por “remédios”, a regência verbal do verbo “preferir” é alterada.
B) Substituindo‐se “recorrer” por “utilizar”, a preposição anterior ao termo regido “remédios” passa a ser indevida.
C) A substituição de “recorrer” por “recorrência” exige a substituição da preposição “a”, anterior a “remédios”, por “para”.
D) O emprego da preposição “a” imediatamente anterior a “encarar” é facultativo devido ao grau de formalismo da linguagem utilizada.
E) A inversão da ordem em que são apresentados os complementos verbais de “preferir” não altera o sentido original do trecho em destaque.


09 Segundo Miguel Chalub, “o homem não aceita mais sentir coisas que são humanas, como a tristeza” (4º§). O ponto de vista do entrevistado destacado anteriormente é, no texto, introduzido pelo termo “mas” e para que a relação por ele estabelecida entre a informação anterior e o trecho em destaque é correta que sua substituição seja feita por
A) visto que. 
B) porquanto. 
C) não obstante. 
D) mas também. 
E) por conseguinte.


10 De acordo com o ponto de vista e os argumentos apresentados pelo entrevistado, é correto afirmar que, ao utilizar a expressão “Eu não preciso mais ser infeliz.” (6º§), Miguel Chalub expressa
A) um desejo pessoal.
B) um esclarecimento acerca da felicidade.
C) efeitos da medicação contra a depressão.
D) sua necessidade de que haja uma constante felicidade.
E) um posicionamento contrário ao que considera adequado.


Prova de referência para estudo – 04
CONCURSO PÚBLICO – HC-UFPE – HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO – ÁREA ASSISTENCIAL
Cargo: Pedagogo (15-M)
Prova aplicada em 11/05/2014 – Disponível no endereço eletrônico www.idecan.org.br a partir do dia 12/05/2014.


Texto
Liberdade de imprensa e liberdade de opinião


Há muita dificuldade conceitual, especialmente no Judiciário, para entender o papel dos grupos de mídia e de conceitos como liberdade de imprensa, liberdade de opinião e direito à informação.
Tratam como se fossem conceitos similares.
Direito à informação e liberdade de expressão são direitos dos cidadãos, cláusulas pétreas da Constituição.
Liberdade de imprensa é um direito acessório das empresas jornalísticas. Por acessório significa que só se justifica se utilizado para o cumprimento correto da importantíssima missão constitucional que lhe foi conferida.
No Brasil, no entanto, o conceito de liberdade de imprensa tornou-se extraordinariamente elástico, fugindo completamente dos princípios que o originaram. E há enorme resistência do Judiciário em discutir o tema. É tabu.
Os grupos de mídia trabalham com jornalismo, entretenimento e marketing. E têm interesses comerciais próprios de uma empresa privada.
Jogaram todas as atividades de mídia debaixo da proteção da liberdade de imprensa, mesmo as não jornalísticas, tornando-as imunes a qualquer forma de controle seja de costumes seja da mera classificação indicativa.
Anos atrás, uma procuradora da República intimou a Rede Globo devido a conceitos incorretos sobre educação inclusiva propagados em uma novela. Foi alvo de artigos desmoralizadores do colunista Arthur Xexéo – “acusando-a” de pretender interferir no roteiro, ferindo a liberdade de expressão.
A ação proposta contra o apresentador Gugu, por ocasião da falsa reportagem sobre o PCC, rendeu reportagem desmoralizadora da revista Veja contra os proponentes da ação, em nome da liberdade de expressão.
A mera tentativa do Ministério da Justiça de definir uma classificação etária indicativa para programas de televisão foi torpedeada pela rede Globo, sob a acusação de interferência na liberdade de expressão.
Em todos os casos, a Justiça derrubou as ações em nome da liberdade de imprensa.
Quando o conceito de liberdade de imprensa foi desenvolvido – no bojo da criação do modelo de democracia norte-americano – o pilar central era o da mídia descentralizada, exprimindo a posição de grupos diversificados, permitindo que dessa atoarda nascessem consensos e representações.
As rádios comunitárias eram a expressão mais autêntica desse papel democratizante da mídia, assim como as mídias regionais.
Hoje as rádios comunitárias são criminalizadas. E as concessões públicas tornaram-se moeda de troca com grupos políticos, com coronéis eletrônicos, que a tratam como propriedade privada. É inacreditável a naturalidade com que se aceita o aluguel de horários para grupos religiosos, ou a venda das concessões para outros grupos, como se fossem
propriedade privada e não um ativo público.
Tudo isso decorre da enorme concentração do setor, responsável por inúmeras distorções. Houve perda de representatividade da mídia regional, esmagamento das diferenças culturais, ideológicas.
Daí o movimento, em muitos países, por um marco regulatório que de maneira alguma interfira na liberdade de expressão. Mas que permita a desconcentração de mercado, promovendo o florescimento de novos grupos de mídia que tragam a diversificação e a pluralidade para o setor.
Enfim, instituir a verdadeira economia de mercado no setor.
(Luis Nassif. Disponível em: http://jornalggn.com.br/noticia/liberdade-de-imprensa-e-liberdade-de-opiniao.)


01 Acerca das características textuais e semânticas, o texto configura-se como sendo
A) narrativo. 
 B) instrutivo. 
 C) descritivo. 
 D) explicativo. 
 E) argumentativo.


02 Releia o trecho a seguir: “Jogaram todas as atividades de mídia debaixo da proteção da liberdade de imprensa, mesmo as não jornalísticas, [...]” (7º§). Assinale a alternativa cujo conteúdo NÃO sustenta, no texto, a afirmação recortada.
A) A posição da revista Veja em relação à falsa reportagem do apresentador Gugu.
B) A postura da justiça ante ações que supostamente feriam a liberdade de imprensa.
C) Os artigos desmoralizadores do colunista Arthur Xexéo que atacavam um pedido de esclarecimento judicial.
D) A reação da Rede Globo de Televisão à tentativa de definição de uma classificação etária para programas televisivos.
E) O pedido de esclarecimento de uma procuradora da República sobre conceitos equivocados vinculados à ideia de educação.

03 No trecho “No Brasil, no entanto, o conceito de liberdade de imprensa tornou-se extraordinariamente elástico, fugindo completamente dos princípios que o originaram.” (5º§), o termo destacado só NÃO pode ser substituído, sem afetar o sentido originalmente proposto, por
A) vago. 
 B) dúctil. 
 C) inexato. 
 D) impreciso. 
 E) hermético.


04 Em “[...] a Justiça derrubou as ações em nome da liberdade de imprensa.” (11º§), há a presença de qual das figuras de linguagem apresentadas a seguir?
A) Ironia. 
 B) Hipérbole. 
 C) Metonímia. 
 D) Eufemismo. 
 E) Comparação.


05 Finalizada a discussão que permeia o texto, o autor conclui que é preciso
A) valorizar mais as rádios comunitárias.
B) revogar as concessões públicas de mídias.
C) estabelecer limites para a liberdade de expressão.
D) tornar o mercado de mídia legitimamente competitivo.
E) acabar com os aluguéis de horários para grupos religiosos.


06 No trecho “As rádios comunitárias eram a expressão mais autêntica desse papel democratizante da mídia, assim como as mídias regionais.” (13º§), a expressão destacada tem função
A) causal. 
 B) aditiva. 
 C) conclusiva. 
 D) adversativa. 
 E) comparativa.


07 Analise as afirmativas a seguir.
I. Em “Tratam como se fossem conceitos similares.” (2º§), a alteração de “conceitos similares” por “conceito similar” acarretaria a alteração da forma do verbo “tratar”.
II. No trecho “Os grupos de mídia trabalham com jornalismo, entretenimento e marketing. E têm interesses comerciais próprios de uma empresa privada.” (6º§), a alteração no número do sujeito da primeira oração demandaria a alteração de “têm” por “tem”.
III. No trecho “A mera tentativa do Ministério da Justiça de definir uma classificação etária indicativa para programas de televisão foi torpedeada pela rede Globo, [...]” (10º§), a pluralização de “a mera tentativa” acarretaria alteração na forma do verbo “ser”.
IV. Em “Tudo isso decorre da enorme concentração do setor, responsável por inúmeras distorções.” (15º§), a substituiçãode “do setor” por “dos setores” não acarretaria necessidade de alterar nenhuma outra forma no trecho.
Estão corretas apenas as afirmativas
A) I e II. 
 B) II e III. 
 C) II e IV. 
 D) III e IV. 
 E) I, III e IV.


08 Assinale a alternativa que apresenta uma asserção correta acerca da sintaxe da oração apresentada a seguir: “Liberdade de imprensa é um direito acessório das empresas jornalísticas.” (4º§).
A) O sujeito da oração é do tipo composto.
B) O termo “acessório” atua como um adjunto adverbial.
C) A expressão “um direito” funciona como um objeto direto.
D) A expressão “de imprensa” configura-se como um predicativo.
E) A expressão “das empresas jornalísticas” atua como complemento nominal.


09 Em “No Brasil, no entanto, o conceito de liberdade de imprensa tornou-se extraordinariamente elástico, fugindo completamente dos princípios que o originaram.” (5º§), o trecho destacado é uma
A) oração subordinada adjetiva restritiva.            D) oração subordinada adverbial condicional.
B) oração subordinada adjetiva explicativa.         E) oração subordinada adverbial consecutiva.
C) oração subordinada substantiva apositiva.


10 O conteúdo das alternativas é composto por trechos do texto que tiveram a sua pontuação alterada e/ou excluída. Diante disso, assinale a alternativa em que a(s) mudança(s) não ocasiona(m) erro e/ou problema(s) de composição.
A) Direito à informação e liberdade de expressão são direitos dos cidadãos cláusulas pétreas da Constituição.
B) Há muita dificuldade conceitual especialmente no Judiciário para entender o papel dos grupos de mídia e de conceitos
como liberdade de imprensa, liberdade de opinião e direito à informação.
C) A mera tentativa do Ministério da Justiça de definir uma classificação etária indicativa para programas de televisão foi
torpedeada pela rede Globo. Sob a acusação de interferência na liberdade de expressão.
D) No Brasil, no entanto, o conceito de liberdade de imprensa tornou-se extraordinariamente elástico, fugindo completamente dos princípios que o originaram. E há enorme resistência do Judiciário em discutir o tema: é tabu.
E) Quando o conceito de liberdade de imprensa foi desenvolvido: no bojo da criação do modelo de democracia norte-americano. O pilar central era o da mídia descentralizada, exprimindo a posição de grupos diversificados, permitindo que dessa atoarda nascessem consensos e representações.



Prova de referência para estudo 05- Idecan – Prefeitura Municipal de Liberdade MG 2015


Texto
Religião e direitos humanos


Os direitos humanos têm origem remota no discurso religioso, particularmente no cristianismo. A afirmação da fraternidade universal dos seres humanos, devida a serem todos filhos de um só Pai, e da liberdade também universal representada pelo resgate realizado pelo Salvador são uma raiz não negligenciável do longo processo em que nos inserimos. Contudo o desenvolvimento das liberdades modernas representou também uma ruptura com o passado religioso. As religiões organizadas resistiram quanto puderam ao novo ideal de autonomia dos sujeitos humanos e nos últimos 200 anos, pelo menos, opuseram-se sistematicamente, na teoria e na prática, ao avanço quer da liberdade, quer da igualdade.
No Brasil essa tensão foi subestimada porque nos anos de chumbo da ditadura certos líderes religiosos católicos, protestantes e judeus enfrentaram o arbítrio do regime militar. Se os nomes de dom Paulo; do rabino Sobel e do pastor Wright são imediatamente associados à defesa dos direitos humanos, isso não se generaliza: basta analisarmos a ambiguidade (para não dizer omissão ou conivência) da atitude de outros líderes religiosos e igrejas na América durante a última onda de autoritarismo.
Essa tensão se deve ao próprio caráter das religiões e, particularmente, de suas instituições, ou seja, das religiões organizadas. Elas pretendem ser abrangentes, potencialmente fundamentalistas ou integristas e proselitistas. Abrangentes e potencialmente integristas porque desejam incorporar todas as dimensões da vida moral de seus adeptos, de modo que se estes pertencerem a outras comunidades, não religiosas, como a comunidade política nacional, por exemplo, seus
everes para com sua religião e seus correligionários devem preceder seus deveres para com seus semelhantes que ro essam outro credo ou não professam credo algum, embora pertençam à mesma sociedade política. Fundamentalistas ou integristas porque almejam oferecer uma linha da qual seus adeptos não podem escapar e determinam todas as dimensões de sua vida. Proselitistas porque vivem da incorporação de novos adeptos, e não de uma sobrevivência vegetativa.
Aqui reside parte do perigo para, a sociedade política. Para fazer prosélitos não temem semear divisões entre os cidadãos, e não divisões quaisquer: semeiam divisões de identidade, transferindo para a República distinções que, acreditam, serão feitas afinal pelo próprio Deus. Como pretendem ter com seu Deus um canal privilegiado de comunicação, se não ser mesmo suas representantes na Terra, antecipam no foro das instituições estatais e na legislação a separação que, supõem, a divindade fará no momento que julgar apropriado. Isso, note-se, mesmo diante de explícitas palavras mesmas (ipsissima verba), de Jesus ("não julgueis ... ").
A concepção de uma sociedade fundada em identidade não religiosa ou racial passou a ser inerente à própria ideia de dirteitos humanos. Ela tem por base a noção de que cada ser humano é moralmente livre: pode escolher seus ideais e sua forma de vida sem dar satisfações a autoridades ou vizinhos, desde que tal escolha não cause dano a outrem, ou, como dizia Thomas Jefferson em defesa da liberdade religiosa em sua Virgínia natal, "desde que não quebre minha perna e nem furterte minha carteira". Tem ainda por fundamento outra noção: a de que o valor moral de todos é igual, não a e o por que discriminar moralmente quem pensa diferente, age diferente, tem uma religião diferente ou simplemente é diferente. A igualdade universal, base do discurso dos direitos humanos, impõe que todos - independentemente de qualquer estado, escolha ideológica ou característica pessoal - recebam da autoridade pública exatamente o mesmo tratamento. Em resumo, esse ideal deixa cada um livre para perseguir seus próprios ideais absolutos, desde que não os identifique com os ideais da República.
Não foi por acaso que a afirmação dos direitos universais teve de se fazer historicamente contra as pretensões absolutas das concepções religiosas. Os direitos universais podem facilmente conflitar com as religiões porque afirmar a existência de direitos não significa apenas aceitar um sistema de conveniências políticas. Consiste numa proposta moral forte: moral crítica, pública, e não sobrenatural, tradicional ou revelada.
Na vida particular as pessoas aderem a religiões e num mundo plural como o nosso aderem a religiões diferentes. Em meio à insegurança, oferecem um importante conforto; em meio a desigualdades, diferentes religiões apelam a diferentes grupos sociais. Tendem a fazer apelos fortes. É tarefa dos líderes políticos zelar para que os mecanismos democráticos, republicanos e laicos, construídos longamente com o sacrifício de numerosas vidas, não sejam levianamente tratados por membros da mesma elite política, não sejam postos em risco por apelos populares ao sentimento de identidade homogênea. O crescimento da liberdade religiosa propicia também o crescimento dos conflitos entre religiões organizadas e o espaço público da tolerância e da liberdade. Podemos esperar que o tema volte às nossas discussões políticas com frequência.
Seria muito importante que os partidos políticos não perdessem isso de vista e educassem seus membros e simpatizantes na atividade de compreender como conviver na República com respeito e justiça, mesmo para com aqueles que julgam merecer sentar-se longe deles no esperado paraíso, ou até merecessem ir para o inferno. Certo que o sistema político está fragilizado. Mas é esperar o mínimo, e não o máximo, que em nome de nossa liberdade e igualdade se rejeitem os discursos religiosos que semeiam as divisões - e no médio prazo cultivam a violência -, primeiro morais e em seguida físicas, entre os cidadãos.
(José Reinaldo de Lima Lopes e Oscar Vilhena Vieira.
Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso.religiao-e-direitos humanos,1023910,O.htm.)




01 Em textos de opinião, nem sempre a ideia principal sobre a qual a argumentação será construída é apresentada na introdução. Às vezes, tanto para situar o leitor em relação ao assunto, quanto para possibilitar que esse assunto seja abordado com coerência, inicialmente, são apresentadas algumas informações que servem de base e ponto de partida para o desenvolvimento do texto.


No texto em análise, essa espécie de ancoragem revela· que:
I. Na modernidade, os fundamentos dos direitos humanos, que resultaram de princípios religiosos, sobretudo cristãos, superaram a universalização sobrenatural da fraternidade e da igualdade.
II. O discurso das instituições religiosas vai de encontro à concepção moderna de liberdade e igualdade, segundo a qual todo ser humano é, por natureza, livre e dotado de consciência moral.
III. As instituições religiosas, assim como os direitos humanos, propagam a universalização dos direitos à liberdade e à ig aldade.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)


A) I,II e III.
B) I, apenas.
C) II, apenas.
D) III, apenas.
E) I e II, apenas.


02 O tema geral do texto é a(s)
A) noção universal de liberdade.
B) frequência de conflitos religiosos.
C) Declaração Universal dos Direitos Humanos.
D) controvérsias entre religião e direitos humanos.
E) preservação dos valores morais das instituições religiosas.


03 De acordo com o texto, o discurso religioso pode controverter os direitos humanos, porque
A) impõe ideais absolutos de moralidade.
B) condena violência perpetrada em nome da religião.
C) são construídos com base no reconhecimento e no respeito às diferenças.
D) atrai novos adeptos sem disseminar discriminações a crenças diferentes.
E) incentiva o diálogo para a construção de uma sociedade verdadeiramente pluralista.


04 Os pronomes servem para fazer referência a outros elementos do discurso e, por isso, são fundamentais para estabelecer a coesão textual. Considerando os seguintes trechos, identifique aquele cujo pronome em destaque NÃO retoma o referente indicado.


A) "Se os nomes de dom Paulo, do rabino Sobel e do pastor Wright são imediatamente associados à defesa dos direitos humanos, isso não se generaliza ( ...) (2º§) - direitos humanos
B) "Em resumo, esse ideal deixa cada um livre para perseguir seus próprios ideais absolutos, desde que não os identifique com os ideais da República." (5º§) - seus próprios ideais absolutos
C) "Abrangentes e potencialmente integristas porque desejam incorporar todas as dimensões da vida moral de seus adeptos, de modo que se estes pertencerem a outras comunidades [ ... ]."(3º§) - seus adeptos
D) "Essa tensão se deve ao próprio caráter das religiões e, particularmente, de suas instituições, ou seja, das religiões organizadas. Elas pretendem ser abrangentes, potencialmente fundamentalistas ou integristas e proselitistas." (3º§) - religiões organizadas
E) "A concepção de uma sociedade fundada em identida e ã reI" de direitos humanos. Ela tem por base a noção de que c de uma sociedade fundada em identidade não religiosa ou racial passou a ser inerente à própria ideia é oralmente livre [ ... ]."(5º§) - A concepção de uma sociedade fundada em identidade não religosa ou racial

CONCURSO PÚBLICO – MUNICÍPIO DE MATIAS CARDOSO/MG PROFESSOR (32-M)
Prova aplicada em 02/09/2012 – Disponível no site www.idecan.org.br a partir do dia 03/09/2012




A idade das palavras
A vida contemporânea tem desgastado vocábulos e expressões com mais rapidez, reavivando o interesse de pesquisadores e escritores pelo passado da linguagem.


Assim como os seres vivos, as palavras também envelhecem. Alguns vocábulos tornam-se melhores com a idade, adquirindo cada vez mais significados e popularidade, ao passo que outros acabam caducando, praticamente sumindo do vocabulário ou sobrevivendo com sentidos distintos do original.
É consenso entre os estudiosos da linguagem que o tempo imprime sinais específicos na língua. Esses sinais, assim como as rugas no rosto de um ancião, fornecem pistas importantes sobre a existência Iinguística das palavras. São traços que se manifestam sob as mais diversas formas - desde a ortografia datada de tempos idos, que denuncia a escrita de uma época; passando pela variação de significados de uma mesma palavra ao longo das décadas e por termos que caíram em desuso junto com os objetos a que davam nome; até o uso estilístico de arcaísmos e grafias antigas na literatura, entre outros "passadismos" que, paradoxalmente, fazem parte do presente do idioma.
O fascínio com a idade das palavras parece crescer a uma velocidade diretamente proporcional aos avanços da vida contemporânea. A impressão é que a obsolescência de muitas palavras começa a ocorrer em períodos de e po cada vez menores, sobretudo em tempos de Internet, em que modismos surgem e somem do dia pra noite.


Colecionador


Foi assim, por exemplo, que o jornalista Alberto Villas começou a coletar termos, gírias e expressões caídas em desuso. A ideia de publicar Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Morta - Palavras que Sumiram do Mapa (Editora Globo, 2012) lhe ocorreu ao perceber que seus filhos não entendiam algumas palavras que ele dizia em casa.
Sem pretensões científicas, como um fashionista vai a brechós ou um colecionador zanza por antiquários, Villas consultou revistas das décadas de 50 a 70, bem como pessoas mais velhas do que ele, atrás de matéria-prima lexical. Seu livro padece de limitações (os verbetes "bituca" e "guimba", por exemplo, se anulam, cada um remetendo ao outro como seu substituto), mas tem a impulsividade charmosa das seleções mais ou menos aleatórias, com palavras obsoletas, gírias fora de moda e sentidos caducos, outros nem tanto.
- Fui buscar palavras a partir dos anos 50, que foi quando nasci. Costumo brincar que, se fosse buscar palavras desde o início do século passado, só o Oscar Niemeyer e a Dona Canô, mãe do Caetano Veloso, iriam lembrar - brinca Villas.
Além de gírias características de épocas e movimentos, a curiosidade de Villas recaiu sobre termos (ou sentidos) que desapareceram - ou estão por desaparecer - juntamente com os objetos a que dão nome.
- Acho curioso palavras que sumiram junto com o progresso da tecnologia. "Datilografar", por exemplo. A máquina de escrever desapareceu e a datilografia foi junto. "Colchetes", "ilhós", "opaca", "popeline" estão sumindo porque as costureiras que costumavam ir em casa fazer roupa também estão desaparecendo. O meu critério foi colocar no dicionário palavras que ouvimos nos últimos 60 anos - explica.
(Revista Língua Portuguesa. Ed. Segmento -junho/2012.)








01 "O fascínio com a idade das palavras parece crescer a uma velocidade diretamente proporcional aos avanços da vida contemporânea. A impressão é que a obsolescência de muitas palavras começa a ocorrer em períodos de tempo cada vez menores, sobretudo em tempos de Internet, em que modismos surgem e somem do dia pro noite." Diante do exposto, é correto afirmar que


A) as palavras que "envelheceram" não são do interesse da sociedade contemporânea, que evolui numa velocidade cada vez maior.
B) em tempos de Internet, a linguagem deixa de ter o seu valor, já que modismos surgem e somem do dia para noite.
C) à medida que os avanços da vida contemporânea ocorrem, o interesse pelas palavras do passado também cresce.
D) o uso da Internet não permite que vocábulos antigos provoquem qualquer tipo de interesse à sociedade.
E) o fascínio por palavras antigas dá-se diante da necessidade de comunicação exigida pela Internet.


02 A linguagem subjetiva tem como uma de suas características o uso das figuras de linguagem. A partir desta consideração, tal subjetividade na linguagem pode ser identificada em:
A) "Assim como os seres vivos, as palavras também envelhecem”
B) " que o jornalista Alberto Villas começou a coletar termos...·
C) " seus filhos não entendiam algumas palavras que ele dizia em casa."
D) " Villas consultou revistas das décadas de 50 a 70 ...
E) "- Fui buscar palavras a partir dos anos 50, que foi quando nasci."


03 De acordo com o texto, a sobrevivência de certas palavras depende da atribuição de um novo sentido que lhe é dado. A polissemia das palavras é algo inerente ao sistema da linguagem. Assinale a alternativa que apresenta o significado correto atribuído ao vocábulo em destaque considerando o contexto.
A) " as palavras também envelhecem."- adquirem notoriedade
B) " adquirindo cada vez mais significados e popularidade... " - trivialidade
C) “ao passo que outros acabam caducando... " - caindo em desuso
D) " ... em que modismos surgem e somem do dia pra noite." - espaço de tempo equivalente a 24 horas
E) "_ Acho curioso palavras que sumiram ..." - esquivaram-se


04 O vocábulo “que” pode ter diversas classificações quanto à classe de palavras a que pertence. Indique a seguir o trecho em que a palavra “que” é classificada como pronome relativo, atuando, deste modo, como elemento de coesão textual.
A) “É consenso entre os estudiosos da linguagem que o tempo imprime sinais específicos na língua.”
B) “São traços que se manifestam sob as mais diversas formas...”
C) “Foi assim, por exemplo, que o jornalista Alberto Villas começou a coletar termos,...”
D) “... lhe ocorreu ao perceber que seus filhos não entendiam algumas palavras...”
E) “Costumo brincar que, se fosse buscar palavras desde o início do século passado,...”


05 Analise as características textuais a seguir.
I. Restringe-se à divulgação de um fato novo, do interesse da comunidade.
II. Demonstra predominância de um tom mais pessoal indicando subjetividade.
III. Apresenta um fato a respeito do qual confronta opiniões de pessoas envolvidas.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
A) II. 
 B) III. 
 C) I e II. 
 D) I e III. 
 E) II e III.


06 Em um texto, algumas palavras podem ser empregadas para transmitir opinião, intencionalmente ou não. Analise os segmentos a seguir e assinale aquele que expressa uma opinião.
A) “São traços que se manifestam sob as mais diversas formas...”
B) “... começou a coletar termos, gírias e expressões caídas em desuso.”
C) “… seus filhos não entendiam algumas palavras que ele dizia em casa.”
D) “… mas tem a impulsividade charmosa das seleções mais ou menos aleatórias,...”
E) “... a curiosidade de Villas recaiu sobre termos (ou sentidos) que desapareceram...”


07 Em “... lhe ocorreu ao perceber que seus filhos...”, o vocábulo “lhe” tem a mesma função sintática que o termo grifado em
A) “… o tempo imprime sinais específicos...”              D) “... cada um remetendo ao outro...”
B) “... que denuncia a escrita de uma época...”             E) “… palavras que sumiram...”
C) “... que ele dizia em casa.”


Antigamente


Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não sendo rapagões, faziam-lhes pé- de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio. E se levavam tábua, o remédio era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia. As pessoas, quando corriam, antigamente, era para tirar o pai da forca e não caíam de cavalo magro. Algumas jogavam verde para colher maduro, e sabiam com quantos paus se faz uma canoa. O que não impedia que, nesse entrementes, esse ou aquele embarcasse em canoa furada.
Encontravam alguém que lhes passasse a manta e azulava, dando às de vila-diogo. Os mais idosos, depois da janta, faziam o quilo, saindo para tomar fresca; e também tomavam cautela de não apanhar sereno. Os mais jovens, esses iam ao animatógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo, chupando balas de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano; os quais, de pouco siso, se metiam em camisa de onze varas, e até em calças pardas; não admira que dessem com os burros n’água.
(Carlos Drummond de Andrade. In Quadrante (1962), obra coletiva reproduzida em Caminhos de João Brandão. José Olympio, 1970 – Fragmento)


08 “A crônica de Drummond ‘Antigamente’ _______________ a ideia expressa na oração ‘Assim como os seres vivos, as palavras também envelhecem’.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
A) contraria     
B) confirma   
C) condena 
D) ressalva 
E) polemiza


09 Em “Os mais jovens, esses iam ao animatógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo,...” ao substituir “cinematógrafo” por “apresentação” mantém-se a correção, de acordo com a norma culta, em
A) ... à apresentação.                             D) ... naquela apresentação.
B) … a apresentação.                            E) … em uma apresentação.
C) ... na apresentação.


10 O texto II faz referência ao passado, retratando uma época em que a linguagem apresentava como característica o(a)
A) objetividade.                               D) desvio da norma culta.
B) sentido conotativo.                       E) predominância do regionalismo.
C) sentido denotativo.


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