sexta-feira, 3 de maio de 2013

AVALIE SUA COMPETÊNCIA E HABILIDADE PARA RESOLVER PROVAS CESPE/UNB

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LÍNGUA PORTUGUESA


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designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com o código E, caso julgue o item ERRADO. A
ausência de marcação ou a marcação de ambos os campos não serão apenadas, ou seja, não receberão pontuação negativa. Para as
devidas marcações, use a folha de respostas, único documento válido para a correção das suas provas objetivas.
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A discriminação, como um componente 1 indissociável
do relacionamento entre os seres humanos, reveste-se
inegavelmente de uma roupagem competitiva. Afinal,
4 discriminar nada mais é do que tentar reduzir as perspectivas
de uns em benefício de outros. Quanto mais intensa a
discriminação e mais poderosos os mecanismos inerciais que
7 impedem o seu combate, mais ampla é a clivagem entre
discriminador e discriminado. Dessa lógica resulta,
inevitavelmente, que aos esforços de uns em prol da
10 concretização da igualdade se contraponham os interesses de
outros na manutenção do status quo. É crucial, pois, que as
ações afirmativas, mecanismo jurídico concebido com vistas a
13 quebrar essa dinâmica perversa, sofram o influxo dessas forças
contrapostas e atraiam considerável resistência, sobretudo da
parte dos que historicamente se beneficiaram da exclusão dos
16 grupos socialmente fragilizados.
Ao Estado cabe, assim, a opção entre duas posturas
distintas: manter-se firme na posição de neutralidade e permitir
19 a total subjugação dos grupos sociais desprovidos de voz, de
força política e de meios de fazer valerem os seus direitos; ou,
ao contrário, atuar ativamente para mitigar as desigualdades
22 sociais, cujo público-alvo é precisamente as minorias raciais,
étnicas, sexuais e nacionais.
Joaquim Barbosa B. Gomes. As ações afirmativas e os processos de
promoção da igualdade efetiva. In: AJUFE (Org.). Seminário internacional: as
minorias e o direito. 1.ª ed. 2003, p. 91-2 (com adaptações).

Com relação às ideias e estruturas linguísticas do texto acima,
julgue os próximos itens.

01 Sem prejuízo das ideias do texto, as palavras “clivagem” (R.7)
e “influxo” (R.13) poderiam ser substituídas, respectivamente,
por rivalidade e ataque.

02 A expressão “essa dinâmica perversa” (R.13) está empregada
em referência à “lógica” (R.8) que se revela no trecho “Quanto
mais intensa a discriminação e mais poderosos os mecanismos
inerciais que impedem o seu combate, mais ampla é a clivagem
entre discriminador e discriminado” (R.5-8).

03 De acordo com o autor do texto, a imparcialidade do Estado
em relação à discriminação de grupos minoritários é condição
essencial para a redução das desigualdades sociais.

04 Sem prejuízo para a coerência e a correção gramatical, os dois
primeiros períodos do texto poderiam ser condensados no
seguinte período: A discriminação, elemento indissociável do
relacionamento entre seres humanos, reveste-se inegavelmente
de uma roupagem competitiva, porquanto corresponde a uma
tentativa de se reduzirem as perspectivas de uns em benefício
de outros.

05 Na linha 11, o vocábulo “pois” está empregado com valor
conclusivo, equivalendo a portanto.

1 Um dos maiores méritos da sabedoria grega consistiu,
justamente, em apresentar a moderação, ou bom senso, como
a virtude suprema. No frontispício do templo de Apolo, em
4 Delfos, uma das inscrições célebres era: nada em excesso.
Aquele que exerce seu direito sem moderação acaba por
perdê-lo. Do mesmo modo, a exigência excessiva por um mal
7 sofrido transforma o exercício do direito em uma manifestação
de vingança pura e simples. Nesse caso, a justiça muda de lado:
ela se desloca para o lado do adversário. De acordo com a
10 tradição da jurisprudentia romana, a advertência de Cícero
manifesta exatamente esse sentido. Com frequência, disse ele,
há ocasiões em que os atos que nos parecem os mais dignos de
13 um homem justo transmudam-se no seu contrário. É o caso, por
exemplo, do dever de respeitar a promessa feita, ou de cumprir
o contratado. Se a prática do ato devido prejudica o devedor,
16 sem nenhum proveito para o credor, o não cumprimento da
palavra dada é plenamente justificado, pois a justiça nos obriga
a dar sempre preferência ao bem sobre o mal.
19 Tudo isso, na verdade, decorre do fato de que a
virtude da justiça tende sempre a alcançar certo estado de
equilíbrio, longe de todo excesso. Não por outra razão a deusa
22 Tétis foi representada, no imaginário grego, portando uma
balança. A realização da justiça pressupõe, necessariamente,
um constante sopeso de valores.
Fábio Konder Comparato. Ética: direito, moral e religião no mundo moderno.
São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 528-9 (com adaptações).

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto acima,
julgue os itens seguintes.

06 O trecho “apresentar a moderação, ou bom senso, como a
virtude suprema” (R.2-3) poderia ser corretamente reescrito,
sem prejuízo do sentido do texto, da seguinte forma: apresentar
a moderação, ou seja, o bom senso, como a virtude suprema;
assim como o segmento “dever de respeitar a promessa feita,
ou de cumprir o contratado” (R.14-15) poderia ser corretamente
reescrito da seguinte maneira: dever de respeitar a promessa
feita, isto é, de cumprir o contratado.

07 O termo “devido” (R.15) está empregado, no texto, com o
sentido de merecido, justo.

08 Pelos sentidos do texto, infere-se que a expressão “todo
excesso” (R.21) é empregada para caracterizar qualquer forma
imoderada de agir.

09 Depreende-se do texto que, de acordo com os gregos, o
exercício do direito é uma virtude suprema.

Como afirma Foucault, a 1 verdade jurídica é uma
relação construída a partir de um paradigma de poder social
que manipula o instrumental legal, de um poder-saber que
4 estrutura discursos de dominação. Assim, não basta proteger
o cidadão do poder com o simples contraditório processual e
a ampla defesa, abstratamente assegurados na Constituição.
7 Deve haver um tratamento crítico e uma posição política sobre
o discurso jurídico, com a possibilidade de revelar possíveis
contradições e complexidades das tábuas de valor que orientam
10 o direito.
Ora, o conceito de justiça é o de um discurso
construído dentro de uma instância de poder, e construído
13 dentro de uma processualidade. Segundo Lyotard, não existe
um discurso a priori correto ou verídico, mas narrativas
entrecruzantes em busca de verdades parciais, históricas. O
16 discurso sobre a justiça não pode ser diferente. Ele há de ser
plurissignificativo, embasado em valores diversificados,
mutáveis, conhecidos retoricamente, e não no fechamento
19 kantiano, platônico e cartesiano dos sentidos prévios,
imutáveis, unissignificativos do que seja o justo.
Somente o processo isocrítico e com estruturação em
22 um paradigma democrático-constitucional de fiscalização
constante das premissas discursivas pode levar a um processo
justo e a um direito justo em algum sentido.
25 Dessa forma, justiça é a busca da processualidade para
que os agentes partícipes do processo e, latu sensu, toda a
sociedade possam participar e controlar a institucionalização
28 do justo.
Newton de Oliveira Lima. Um valor discursivo e político. In: Revista
Jus Vigilantibus. Internet: (com adaptações).

Com relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto acima,
julgue os itens que se seguem.

10 A mesma regra de acentuação gráfica, justifica o emprego de
acento gráfico nas palavras “construída” e “possíveis”.

11 No texto, que se caracteriza como dissertativo-argumentativo,
o autor defende a ideia de que, no discurso jurídico, os fins
justificam os meios.

12 Infere-se da leitura do texto que o contraditório e a ampla
defesa protegem o cidadão de forma simples e prática.

13 Segundo o autor do texto, para que haja justiça, é necessário o
controle sistemático dos processos judiciais pelos agentes
públicos.

14 Na linha 5, o termo “do poder” relaciona-se sintaticamente
com o termo “o cidadão”, modificando-o.

15 As orações “que manipula o instrumental legal” (R.3) e “que
estrutura discursos de dominação” (R.3-4) têm sentido
restritivo, isto é, especificam os termos a que se referem —
poder social” (R.2) e “poder-saber” (R.3), respectivamente.

Ofício GC/EAS n.º 265
                                                                                                        Brasília, 15 de janeiro de 2013.
À Senhora
Fulana de Tal
Secretária de Gestão de Pessoas
Setor de Autarquias Sul
70000-000 — Brasília, DF


Assunto: Certificados de especialização

Senhora Secretária,


Em resposta ao Ofício n.º 005/2012/SGP, de 30/11/2012,
encaminhamos os Certificados de Especialização em Direito
Público, bem como a relação dos servidores dessa Instituição que
se matricularam no referido curso, mas não o concluíram.


                                          Atenciosamente,
                                          José Sicrano
                                     Gerente de Capacitação
                              Escola de Aperfeiçoamento de Servidores

Para que o ofício hipotético acima esteja de acordo com os padrões
estabelecidos no Manual de Redação da Presidência da
República,

16 o nome do órgão em que trabalha a pessoa que subscreve o
documento deve ser retirado do espaço destinado à
identificação do signatário, permanecendo, nesse espaço,
apenas o nome e o cargo de quem assina o expediente.

17 o parágrafo e o fecho devem ser numerados.

18 a identificação do tipo e do número do expediente deve ser
alterada para: Ofício n.º 265/2013/GC-EAS.

Nos itens seguintes, são apresentadas propostas de trechos de
correspondências oficiais. Julgue-os quanto à correção gramatical
e à adequação às normas de redação oficial.

19 No que pertine aos problemas tratados na reunião hora em
comento, informamos que as providências necessárias já foram
tomadas.

20 Dadas a funcionalidade, a relevância e as características gerais
do software de registro de ocorrências via Web, manifestamos
o interesse desta instituição em implementá-lo.

Gabarito:

1C   2E   3C   4E   5E   6E   7C   8E   9C   10E

11E   12C   13C   14C   15E   16E   17C   18E   19E   20C



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