sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

CONCURSO INSS - RECOMENDAÇÃO DE ESTUDO

O texto (noções)

Lembre:

* Todo texto produzido apresenta uma intenção.

* Não há texto neutro

* Há sempre a intenção de reafirmar ou a de negar as ideias de outro texto (relações intertextuais)

Tipos textuais:

1. Narrativo – contam uma história, aparecem personagens, predominam verbos de ação, marcadores temporais.

2. Descritivo – apresentam características, qualidades, predominam verbos de estado, formas nominais, adjetivos, advérbios

3. Expositivo – apresentam informações, objetividade

4. Argumentativo – discutem ideias polêmicas, defendem opiniões, apresentam argumentos, contra-argumentos, proposta de atitude.

5. Injuntivo (persuasivo, instrucional) verbos no imperativo) – anúncios publicitários, manuais, regulamentos)


Aplicação:


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FCC 2011 – TRE AMAPÁ - ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINSTRATIVA

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 8, considere o texto abaixo.

As indústrias culturais, e mais especificamente a do cinema, criaram uma nova figura, “mágica”, absolutamente moderna: a estrela. Depressa ela desempenhou um papel importante no sucesso de massa que o cinema alcançou. E isso continua. Mas o sistema, por muito tempo restrito apenas à tela grande, estendeu-se progressivamente, com o desenvolvimento das indústrias culturais, a outros domínios, ligados primeiro aos setores do espetáculo, da televisão, do show business. Mas alguns sinais já demonstravam que o sistema estava prestes a se espalhar e a invadir todos os domínios: imagens como as de Gandhi ou Che Guevara, indo de fotos a pôsteres, no mundo inteiro, anunciavam a planetarização de um sistema que o capitalismo de hiperconsumo hoje vê triunfar.

O que caracteriza o star-system em uma era hipermoderna é, de fato, sua expansão para todos os domínios. Em todo o domínio da cultura, na política, na religião, na ciência, na arte, na imprensa, na literatura, na filosofia, até na cozinha, tem-se uma economia do estrelato, um mercado do nome e do renome. A própria literatura consagra escritores no mercado internacional, os quais negociam seus direitos por intermédio de agentes, segundo o sistema que prevalece nas indústrias
do espetáculo. Todas as áreas da cultura valem-se de paradas de sucesso (hit-parades), dos mais vendidos (best-sellers), de prêmios e listas dos mais populares, assim como de recordes de venda, de frequência e de audiência destes últimos.

A extensão do star-system não se dá sem uma forma de banalização ou mesmo de degradação −da figura pura da estrela, trazendo consigo uma imagem de eternidade, chega-se à vedete do momento, à figura fugidia da celebridade do dia; do ícone único e insubstituível, passase a uma comunidade internacional de pessoas conhecidas, “celebrizadas”, das quais revistas especializadas divulgam as fotos, contam os segredos, perseguem a intimidade. Da glória, própria dos homens ilustres da Antiguidade e que era como o horizonte resplandecente da grande cultura clássica, passou-se às estrelas −forma ainda heroicizada pela sublimação de que eram portadoras −, depois, com a rapidez de duas ou três décadas de hipermodernidade, às pessoas célebres, às personalidades conhecidas, às “pessoas”. Deslocamento progressivo que não é mais que o sinal de um novo triunfo da formamoda, conseguindo tornar efêmeras e consumíveis as próprias estrelas da notoriedade.
(Adap. de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy. Uma cultura de celebridades: a universalização do estrelato. In A cultura – mundo: resposta a uma sociedade desorientada. Trad: Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p.81 a 83)

1. No texto, os autores

(A) tecem elogios às indústrias culturais, assinalando como positivo o desempenho delas na constituição de sociedades modernas.
(B) advogam o reconhecimento do papel exclusivo do cinemana criação e disseminação da figura da estrela.
(C) atribuem às estrelas do cinema a massificação dessa arte, em um sistema que permanece unicamente por força da atuação das atrizes de alta categoria.
(D) condenam a expansão do sistema que equivocadamente se constituiu no passado em torno da figura da estrela, porque ele tornou obrigatória a figura intermediária do agente.
(E) apontam a hipermodernidade como era que adota, de modo generalizante, práticas que na modernidade mais se associavam às indústrias do espetáculo.

2. Os autores referem-se a Gandhi ou Che Guevara com o objetivo de
(A) insinuar que, na modernidade, a imagem independe do valor que efetivamente um homem representa.
(B) recriminar, em aparte irrelevante para a argumentação principal, a falta de critério na exposição da figura de um líder, que acarreta o uso corriqueiro de sua imagem − numa foto ou pôster.
(C) comprovar que o sistema associado à figura da estrela estava ligado aos setores do espetáculo, da televisão, do show business.
(D) conferir dignidade à indústria cultural, demonstrando que essa indústria tem também a função de dar visibilidade à imagem de grandes líderes.
(E) demonstrar, por meio de particularização, que antes da era hipermoderna já havia sinais de que o starsystem invadiria todos os domínios.

(...)

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FCC TRT 23 R Analista Judiciário - Área Apoio Especializado
Especialidade Comunicação Social (Publicidade e Propaganda)




Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto abaixo.

Política e sociedade na obra de Sérgio Buarque de Holanda


Para Sérgio Buarque de Holanda a principal tarefa do
historiador consistia em estudar possibilidades de mudança
social. Entretanto, conceitos herdados e intelectualismos
abstratos impediam a sensibilidade para com o processo do
devir. Raramente o que se afigurava como predominante na
historiografia brasileira apontava um caminho profícuo para o
historiador preocupado em estudar mudanças. Os caminhos
institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala.
Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a
linguagem do poder, e sempre imbuídas da ideologia dos
interesses estabelecidos. Desvendar ideologias implica para o
historiador um cuidadoso percurso interpretativo voltado para
indícios tênues e nuanças sutis. Pormenores significativos
apontavam caminhos imperceptíveis, o fragmentário, o nãodeterminante,
o secundário. Destes proviriam as pistas que
indicariam o caminho da interpretação da mudança, do
processo do vir a ser dos figurantes mudos em processo de
forjar estratégias de sobrevivência.
Era engajado o seu modo de escrever história. Como
historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do
transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da
sociedade brasileira. Enfatizava o provisório, a diversidade, a
fim de documentar novos sujeitos eventualmente participantes
da história.
Para chegar a escrever uma história verdadeiramente
engajada deveria o historiador partir do estudo da urdidura dos
pormenores para chegar a uma visão de conjunto de sociabilidades,
experiências de vida, que por sua vez traduzissem
necessidades sociais. Aderir à pluralidade se lhe afigurava
como uma condição essencial para este sondar das possibilidades
de emergência de novos fatores de mudança social.
Tratava-se, na historiografia, de aceitar o provisório como necessário.
Caberia ao historiador o desafio de discernir e de
apreender, juntamente com valores ideológicos preexistentes,
as possibilidades de coexistência de valores e necessidades
sociais diversas que conviviam entre si no processo de
formação da sociedade brasileira sem uma necessária
coerência.
(Fragmento adaptado de Maria Odila Leite da Silva Dias, Sérgio
Buarque de Holanda e o Brasil. São Paulo, Perseu Abramo,
1998, pp.15-17)


1. Na visão de Sérgio Buarque de Holanda, o historiador
deve valorizar

(A) os personagens que tiveram papel preponderante na
história nacional, deixando de lado os figurantes a
quem é dado muito espaço na historiografia brasileira
tradicional.
(B) o fragmento e o detalhe, contrapondo-se assim à
historiografia brasileira tradicional, que privilegia a
totalidade e a síntese.
(C) o inacabado e o imperfeito, convergindo para a historiografia
brasileira tradicional, que sempre recusou
a estabilidade e a permanência.
(D) os resultados em lugar do processo, objetivando tornar
mais significativas as descobertas da história tradicional
feita no Brasil.
(E) as ideologias e o papel fundamental que desempenham
em todo o processo histórico, muito mais
importante que aquele exercido pelos indivíduos.

2. Ao contrapor conceitos herdados e intelectualismos
abstratos, de um lado, e a sensibilidade para com o processo
do devir, de outro, a autora afirma a opção de
Sérgio Buarque de Holanda
(A) pelo pensamento metódico e consagrado em detrimento
da observação sempre enganosa dos fatos.
(B) pela arte, capaz de despertar os sentidos mais embotados,
em detrimento da filosofia, em que a razão
invariavelmente predomina.
(C) pelo trabalho braçal, palpável e concreto, em detrimento
do trabalho intelectual, desvinculado da vida e
da realidade.
(D) pelo passado, que se pode conhecer em detalhes e
de modo seguro, em detrimento do futuro, que não
pode ser previsto senão especulativamente.
(E) pela apreensão da realidade fugidia e instável em
detrimento da teoria inflexível e da especulação
vazia.

(...)

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CONCURSO MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

CONCURSO PÚBLICO

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